Sobre as denúncias contra o Alysson Mascaro - Mentiras, distorções, perseguição e homofobia.
- revolucaoemluz
- 12 de dez. de 2025
- 8 min de leitura
Como as redes sociais limitam, propositadamente, o tamanho dos textos dos comentários, resolvi colocar aqui no meu site este texto.
Particularmente tenho aversão à redes sociais, especialmente a estrutura de comentários que aparentemente, permitiriam a aproximação do dialogo, mas na verdade se transformam num meio pelo qual se desopilam emoções e sentimentos enrustidos. Sob as cortinas por vezes do anonimato, por vezes, do distanciamento virtual que impede o diálogo direto e que somente tem por objetivo uma lacração desmedida e cancelamento, o que se vê na atualidade é a renovação de uma santa inquisição digital, onde pouco importa a realidade, mas sim a construção de uma narrativa que, impulsinoada pela grandeza de supostos fatos fabricados, se torna uma verdade. Onde o simples fato de acusar, em coletivo, sem congruência com a realidade e, principalmente, com o conceito por trás da acusação, já traz em si a condenação, deturpada e falseada. Alguns chamam isso de lawfare. Para mim esta é uma forma renovada de assassinato social.
Por esses e outros motivos, até aqui quase não me manifestei sobre o caso do Professor Alysson Mascaro, especialmente no contexto de comentários de postagens de terceiros – especialmente de canais de comunicação regulares. Verdadeiro esgoto em que as pessoas se sentem no direito de desopilar e berrar, da mesma forma que no passado se atiravam pedras e dejetos naquele levado à praça pública para sua execução (e a maioria que assim age, ainda se diz cristão).
Bem, tenho acompanhado as denúncias do Professor Alysson Mascaro desde o início do processo de perseguição por ele denunciado, iniciadas por máteria jornalística sensacionalista publicada em dezembro de 2.024 e que culminaram na decisão da Faculdade de Direito da USP. Por inúmeros motivos e dada minha relação com o Professor Alysson Mascaro, tenho conhecimento direto dos fatos por inúmeros meios. Recentemente dei uma entrevista comentando superficialmente o assunto no Brasil 247 - https://www.youtube.com/watch?v=5REfqrc92L8)
Frente a renovação do noticiário sensacionalista e pautado numa deturpação da realidade, me vejo no dever de me manifestar publicamente, utilizando deste texto para poder comentar sobre esse linchamento renovado nos comentários das redes sociais.
Inicio dizendo que toda essa situação importou numa violência contra o professor Alysson Mascaro totalmente desmedida e desvirtuada. Por conta de todo o ocorrido, o professor Alysson Mascaro se viu obrigado a se manifestar publicamente sobre sua sexualidade. Em mais de 20 anos de vida pública, em momento algum, o professor Alysson Mascaro mencionou qualquer aspecto de sua vida particular, especialmente de sua sexualidade. Somente o fez, pela primeira vez, em março desse ano, quando ele publicamente se afirmou como bissexual.
Infelizmente o caso das “denúncias” – anônimas - da matéria jornalística publicada em dezembro/2024 que apresentadas no processo administrativo junto a FDUSP e até mesmo reforçada por comentários de pessoas que, regojizando-se de assumir o papel de vitima, vem sendo retomadas. A partir de depoimentos na maioria das vezes deturpados, distorcidos e fabricados a partir de fofocas sobre a curiosidade morbida de sua intimidade nunca levada a público. Com um viés extremamente moralista e homofóbico (intencional e/ou provocado).
As acusações feitas tratam de abuso, assédio e até mesmo estupro. Lembro que tais acusações, conceitualmente, pressupõe atos de violência – físicas e/ou psíquicas - que venham, de alguma forma, afetar e/ou violar a vontade da suposta vítima. Isso categoricamente inexistiu e nunca se comprovará. Exatamente porque, em momento algum, o professor Alysson Mascaro utilizou qualquer espécie de conduta que ultrapassasse a vontade de quem quer que seja.
Lembro também que acusações de abuso e, principalmente de assédio, inclusive de cunho sexual, pressupõe situação de hierarquia e poder em razão de cargo ou função para se obter algum beneficio e/ou vantagem, a vitima se vê constrangida a aceitar tal ato. O que nunca, absolutamente nunca, ocorreu qualquer transgressão, ainda mais nesse sentido.
Como fui testemunha no processo administrativo, tive conhecimento de 03 acusações que, eu, presencialmente, sei que são falsas e deturpadas e até me dispus a fazer uma acareação.
As acusações são de abuso, assédio e até mesmo estupro. O que posso dizer. É fato concreto é que inexiste qualquer denúncia formal junto as autoridades policiais pelas “vitimas” articuladas por perseguidores. E mesmo que assim não o fosse, mesmo que tais sejam feitas, inexiste qualquer ato e/ou fato praticado pelo Professor Alysson Mascaro que caracterizem as acusações que foram feitas.
Quanto à acusação de estupro feita na matéria sensacionalista e espetaculosa de dezembro/2024, está é totalmente mentirosa. Se o bom senso e não a santa inquisição fosse a tônica da leitura, uma leitura do relato em si é, per se, só leva a uma conclusão. A acusação é totalmente incongruente e inverossímil. Mas isso não basta, e afirmo categoricamente que as provas que existem mostram exatamente o oposto de todo o relato.
Porém, no contexto de toda a articulação maliciosa feita contra o Professor Alysson Mascaro, esta pessoa já no final do processo administrativo, resolve dar as caras e, de maneira contraditória, renova a acuação. Isto ultrapassa os limites do absurdo e da espetacularização feita inicialmente e é objeto de noticia crime apresentada perante as autoridades policiais para se apurar a eventual ocorrência de crime de calunia.
Na espetacularização e sensacionalismo, sob a aparência de seriedade de um sitio eletronico que diz ser de execelência no jornalismo investigativo (mas que nesse caso, se viu obrigado, por 03 vezes, afirmar ativa e ostensivamente a qualidade de sua conduta jornalística), causa ainda mais estranheza, todo o processo de perseguição em que, por diversos meios, especialmente com vistas a despertar um gatilho de homofobia, ainda que inconsciente, pela ideologia dominante conservadora da heterossexualidade e monogamia, se obteve depoimento de “vitimas”, por meio de ressignificação de característica extremamente acolhedoras e carinhosas do professor Alysson Mascaro foram deturpadas para ressignificar um mero contato pontual a se encaixar na onda de acusações moralistas conservadoras de má conduta sexual que supostamente teriam sido praticadas ao longo da vida.
Causa espécie o que vem sendo feito, quer pelos perseguidores, quer pelo site em questão, que não se tenha dado a possibilidade de se responder amiúde a apuração apresentada. Sob o manto do anonimato e da proteção à vitimas, se aceitaram como verdadeiras relatos que foram ativamente articulados. Subvertendo-se a ordem e o direito de defesa, onde o acusado se vê no corner de ter que fazer prova negativa, sem que se permita saber quem o acusa e, principalmente, o que se acusa. A perversidade desse comportamento desse site é gritante para que é acusado, legitimando a intenção inquisitória de quem acusa: Condenar de plano e se fazer o teatro da aparência do processo para legitimar a decisão.
Quem estuda hermenêutica mais a fundo sabe que a ilusão positivista do ver, julgar e agir é falsa. Já se julga com o preconceito (no sentido amplo da palavra) para após se buscar a justificativa legitimadora do julgamento.
Exatamente essa foi a tônica do processo administrativo, desde a sindicância preliminar e durante a tramitação do processo instaurado sem fato determinado, só afirmações genéricas, aditado e corrigido 4 vezes ao longo de seu andamento. Mas não é só... o preconceito e a indicação do teatro para justificar a decisão se revela pela conduta dos julgadores designados pela USP, sempre a tomar decisões de afogadilho, marcando atos com intimação de 24 ou 48 horas de antecedência. Com tratamento rispido à defesa e às testemunhas de defesa e tratamento acolhedor, carinhoso e superficial (no tocante aos questionamentos) às "vitimas", a maioria das quais veio somente a dizer que ouviu dizer (especialmente toda a representação discente do centro acadêmico). Qualquer pergunta da defesa era tratada com rispidez e ao longo dos depoimentos feitos de maneira virtual (posso dizer do meu), sequer faziam perguntas, com os responsáveis pelo andamento do processo fazendo outras atividades em simultaneo.
Voltando às acusações das "vítimas" causou ainda mais espécie saber que houve maquinação de relatos. Mais do que isso, houve um processo ativo e articulado, para se coletar depoimentos para a matéria publicada em dezembro/2024. Com uso até mesmo de ameaças e constrangimentos para se fazer a testemunha falar. Só isso, numa situação de bom senso e racionalidade já eivaria a valoração do testemunho. Mas num processo de santa inquisição se justifica não só como aceitável, como também como a excelência e qualidade do jornalismo investigativo.
Confesso que a dor é grande, não só pelo ocorrido, mas principalmente por saber que boa parte dessa articulação foi feita por 02 pessoas muito próximas, a quem sempre me dediquei, confiei e inumeras vezes ajudei de coração aberto. Pessoas essas hipócritas, para dizer o minimo, que abusaram da confiança - até o dia 20/11 tinha acesso a todas as redes sociais do Professor Alysson como administradores. Não entendo suas razões, tentei conversar com elas para saber seus motivos. O que posso dizer é que essas 02 pessoas (havia mais 02, um que se dizia depressivo e se apresentava como jornalista a intermediar o contato dos perfis falsos com o processo de construção de narrativa e uma que se manifestava por um perfil falso para oferecer apoio psicológico, mas que sempre mandava mensagens de apoio e até email falando que sabia da perseguição), se mantiveram próximos como "informantes", para abusar da confiança da intimidade do Professor Alysson ter informações privilegiadas de sua vida pessoal. Tudo isso calcado sob o manto de uma máxima de que a palavra da vítima tem valor absoluto, ativando o gatilho da santa inquisição de maneira deturpada que se vale de uma interpretação jurídica oriunda de um luta política de extrema relevância de luta contra violência de inúmeras espécies praticada contra mulheres e pessoas LGBQTIA+. Com clara intenção de destruir a imagem publica do Professor Alysson Mascaro, impingindo-lhe uma cicatriz que nunca se curará que afeta diretamente sua honra e dignidade sem qualquer fundamento na realidade.
Causa espécie que a Faculdade de Direito da USP uma vez mais (recentemente teve um caso de um PAD contra um aluno anulado pela mesma conduta), venha a conduzir processo administrativo eivado de nulidades absurdas e usando de expedientes muito característicos aos praticados na operação Lava Jato – tais como vazamento de informações antes de atos serem praticados, intimações na calada da noite com prazos exíguos para manifestação, acusações genéricas sem fatos delimitados, dentre outros que já são objeto de medidas judiciais – para demitir o Professor Alysson Mascaro por atos atinentes a sua vida pessoal, que não relacionados ao exercício de seu cargo público e com base em relatos deturpados. Sem que lhe fosse autorizado a prática de diligências probatórias a confirmar suas alegações, não obstante robustas provas materiais que indicavam, no mínimo, dúvidas quanto a plausibilidade de parcos relatos colhidos no processo administrativo.
A realidade é que o professor Alysson Mascaro nunca fez parte da elite da FDUSP. Nunca foi bem visto internamente, era meramente tolerado, pois num mundo da hipocrita meritocracia, ele construi sua carreira sem se apoiar em compadrios e relacionamentos prévios. E ao decidir se defender ao invés de pedir demissão, selou seu destino previamente decidido. Se sujeitando a uma teatralidade teratológica de um processo administrativo maculado.
Todo esse processo perseguição, por atores já identificados e outros que ainda estão sendo confirmados, cujas motivações ainda não são claras, vem sendo denunciado por meio de medidas judiciais, já propostas e outras que virão a ser apresentadas. Como também já é objeto de medidas judiciais a anulação do processo administrativo por seus vicios formais e materiais. Todavia, não tenho a ilusão da isenção e imparcialidade. A justiça é uma forma política por excelência. A luta política é muito maior que seus limites institucionais.
Por cautela e até mesmo para não expor publicamente tais pessoas, não serão revelados os nomes aqui e/ou em qualquer momento. Todavia, convido você a assistir o recente vídeo do professor Alysson Mascaro (https://www.youtube.com/watch?v=Yje3HL3cENc) em que ele comenta as acusações apresentadas no processo administrativo perante a USP. Além disso, se quiser saber um pouco mais sobre a perseguição, recomendo assistir esse video (https://www.instagram.com/reel/DG_Q4uHuGwo/) e a entrevista do Professor Alysson Mascaro ao Brasil 247 https://www.youtube.com/watch?v=lBmeU3PRNM0.
Se quiserem maiores informações, estou a disposição por mensagem privada. Não me escondo sob o anonimato das redes sociais. Mas sinceramente não perco tempo no mundo de comentários em profusão que nada mais são que dialogos surdos onde o que não se produz é qualquer diálogo. Nesse momento, peço somente o cuidado, o bom senso e a clareza nos atos, principalmente em comentários de redes sociais que somente reforçam o tsunami dessa santa inquisição forjadas por pessoas, que, como a Abigail Willians (papel assumido por um dos articuladores nessa perseguição) das Bruxas de Salem, tem o claro intuito de condenar à morte social pessoa de mais alto brilho, capacidade intelectual, honra e digna, que colocou como seu propósito de vida denunciar o caráter não virtuoso e repressor da sociedade capitalista reinante em nosso tempo histórico.
Obrigado pela atenção.
Victor Barau
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